Como nos vales poéticos de Zabulon, cobertos de violetas, o Eufrates passa de manso, murmurando a lenda da Virgem Mãe, assim como em nosso querido Brasil temos também flores que trazem nas suas corolas olorantes, lendas de corações… Refiro-me às poetisas, chanteuses, que ao Parnaso foram beber inspirações; escritoras, críticas e cronistas, em cujas almas crepitam a chama etérea do talento, derramam generosamente sobre as pétalas de ametistas e a essência de seus pensamentos, cristalizadas em buriladas rimas e finas fantasias.
Quando, ao desabrochar de cada mês, ela surge na Via Láctea intelectual como rútila centelha, é com sincero e carinhoso entusiasmo que as suas aristocráticas irmãs a acolhem e admiram-na; e não poucas vezes tem seus colegas de imprensa aureolado às suas colunas de honra, com poesias e contos seus transcritos.
Assaz, resumida era antigamente a educação das mulheres; educação doméstica, que na infância recebiam dos exemplos maternos para, mais tarde, exercerem a santa missão.
Porém hoje, que a educação estética devenda-lhes novos horizontes, elas se patenteiam em toda a sua perfeição, revelando a fineza de seu espírito, a fertilidade de sua imaginação, a vastidão de sua inteligência, enfim, o perfeito equilíbrio de seu cérebro.
E provada está que a força moral e intelectual das mulheres, presentemente, em nada é inferior a dos homens, já como exercendo o Magistério, frequentando os cursos de Medicina e Direito, já cultivando as Belas Letras e as Belas Artes.
