Tu, que o destino pôs em minha vida
e por quem melancólico palpito,
vê esta aflição, vê esta ferida
que me maltrata o coração aflito.
Como sofro supondo-te distante,
tão longe dos meus olhos, afastada.
Meu pobre pensamento vaga errante,
procurando teus passos na calçada.
Eu quisera que ao menos tu me visses
e, nesse instante, para mim sorrisses,
Depois me abandonasses com desdém.
Mas meu coração vive em tristes chamas,
pois desconheço se ao menos tu me amas
e tu nem sabes que eu te quero bem.
Antonio Cezar Peluso
Lorena, 08/4/1960
