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Era uma manhã de abril

O céu era um manto anilado; a própria natureza parecia rejubilar-se ao despontar desse radiante dia, tão belo!

O sol, qual batel dourado perdido na imensidade do oceano azul do espaço, banhava a terra com seus raios de luz, marchetando de reflexo de ouro as campinas e prados. As avesitas trinavam em doce harmonia, singrando o espaço, ruflando as asas num inebriamento de luz, polvilhando o ar de mil cores fascinantes.

A brisa, fagueira e amena, soprava deliciosamente, fazendo tremular as folhas verdejantes das palmeiras, e baloiçar as rosas nas suas hastes, espargindo no ar seu delicioso perfume.

Aquela linda manhã, tão cheia de encontados, infundiu-me na alma e no coração um misto suave de alegria e de amor.