Que bem me faz, senhor, falar-te tão de perto –
daí, do teu altar, no ministério santo -,
louvando o teu amor, e vendo, sem espanto,
as maravilhas que realizas com acerto.
Fizeste-me teu padre e me elevaste tanto!
Se falo e se abençôo, é teu o que desperto,
é tua a minha voz, o gesto, – tão aberto -,
com que conclamo o mundo a ver teu encanto.
Se consagro, no altar, o pão e o vinho nobre,
eu sei que ficas lá, presente, no mistério
que tua afirmação solene me descobre!
E sinto, então, que vens, por comprmisso sério
com a palavra posta em minha boca pobre,
tornar-te vida em mim, com todo teu império.
D. Luiz Gonzaga Peluso
Nos 60 anos de ordenação sacerdotal
